novembro 12, 2009 · Comentários · 5 comments

No que concerne ao caso da moça de vestido rosa na Uniban, acho que todos deveriam ler este texto e pronto, assunto encerrado. É tudo que eu gostaria de dizer! Pontos a serem destacados:

  • “A massa não é confiável”, escreveu Freud em Psicologia de massas e análise do eu (1920). (…) O sujeito dissolvido na massa se precipita em atos extremos que jamais – ou sempre? – sonhara praticar.
  • Usar a palavra puta como insulto revela o ressentimento do homem diante do desejo sexual da mulher, quando esse desejo não é voltado para ele.
  • A expulsão de Geisy me parece pura covardia da direção da Uniban: vamos nos livrar de um problema com o qual não sabemos lidar.
  • Se essas manifestações de massa enlouquecidas não são barradas e punidas, as pessoas entendem que estão autorizadas e a barbárie tende a se repetir.
  • O freguês, para o comerciante, tem sempre razão. Só que a universidade, ao se comportar como um comércio, se desmoraliza como instituição de ensino e educação.
  • Quando Geisy se defende dizendo “eu me visto como quero e como me sinto bem”, ela nem se dá conta de que está tentando corresponder ao padrão de hipersensualidade que vê na publicidade, nas novelas, nos filmes comerciais etc.
  • Se a Geisy tinha uma festa mais tarde poderia ter levado o vestido na bolsa e trocado depois das aulas, mas, pelo depoimento dela, me parece que a moça não tem a menor noção da diferença entre, por exemplo, a faculdade e a balada.
  • Ela me pareceu, em sua posição isolada, tão tonta e tão alienada quanto a turba que não soube dar uma expressão civilizada ao seu descontentamento.
  • A conclusão ficaria por conta de Hannah Arendt: quando o pensamento torna-se supérfluo, abre-se o caminho para a banalidade do mal.

Ou seja, tudo errado: a Geisy (que se erotiza pra se encaixar num padrãozinho escroto), a Uniban (que se posicionou com seguidas atitudes completamente antieducacionais) e, claro, os linchadores (“a moral tradicional” que “explodiu na Uniban com a fúria do retorno do recalcado”).

Geisy, um último recadinho pra você, amyga: pelo amor de Deus, não saia na Playboy!!!