Desde que uma astróloga de mão cheia fez rápidas interpretações do meu mapa astral, tenho lido sobre o assunto. Ela trabalha comigo e tem por princípio não fazer o detalhamento completo do mapa de calégas de trabalho, mas quando a gente pede, ela nos passa pequenos teasers.
Não vou entrar (muito) no mérito de se astrologia é verdade ou mentira. Porque eu teria que primeiro me explicar, pra depois explicar porque tenho dado um certo crédito ao assunto. Tenho pavor de gente teimosa, que não sabe discutir nem escuta argumentações – esses geralmente são medrosos, têm medo de mudar. Sou sim uma pessoa razoavelmente cética, mas também me deixo flexibilizar quando vejo a quantidade de evidências de uma certa teoria (São Tomé feelings).
Foi assim, aos poucos, que comecei a dar ouvidos ao que os planetinhas podem ter a dizer. Primeiro a minha caléga astróloga, doravante Fulana, quis retificar meu ascendente. Muita gente já deve ter entrado nesses sites onde você bota a data e a hora de nascimento e sai lá seu ascendente, certo? Só que a primeira coisa que a Fulana viu foi que o meu está numa zona bem limítrofe – se eu tivesse nascido dois minutos depois, meu ascendente não seria Libra, e sim Escorpião. Considerando que o relógio da maternidade do Hospital São Paulo provavelmente não trabalhava com a transição do átomo de césio 133 na ocasião do meu nascimento, ele podia estar um pouco adiantado ou atrasado.
A Fulana fez um recorrido da minha vida, citando a data de todos os fatos mais relevantes – mudanças, grandes decepções, grandes conquistas, viagens importantes - e me pediu pra confirmá-los. Eu devo ter ficado branca com bolinhas coloridas quando li a listinha: ela acertou tudo, tudo mesmo. E confirmou-se, sou virgem com ascendente em libra e lua em escorpião.
A Fulana me explicou também que tá rolando o Retorno de Saturno na minha vida agora. É um período que acomete todo cerumano entre os 28 e os 30 anos, na qual Saturno se posiciona no mesmo local em que ele estava no momento do nosso nascimento, e inicia uma nova volta em torno do zodíaco. [eu copiei essa descrição de um site que esqueci, sorry]
Na mitologia greco-romana, Cronos/Saturno castrou seu pai e tornou-se o rei dos deuses, mas segundo uma profecia, um de seus filhos ia destroná-lo também. Então ele passou a devorar seus próprios filhos. Mas sua mulher conseguiu salvar um deles, Zeus/Júpiter, que de fato o destronou e o expulsou do Olimpo. Cronos é o tempo, o que rege a vida e a morte, o que determina a duração de todas as coisas. O tempo consome tudo que cria.
Astrologicamente falando, Saturno se apresenta a nós de uma forma dura, malévola, sendo associado a depressões, crises e perdas. MÃNNS, se pensarmos sob uma perspectiva de tomada de consciência do que somos e do nosso potencial de realização, temos outra dimensão do planeta: a de um mestre que nos entrega aquilo que precisamos – e nem sempre o que desejamos – para despertar a nossa capacidade de realização. [também perdi a fonte, sorry de novo]
Ainda não sei se acredito em tudo isso. Mas pensa bem: se a Lua mexe com as marés, que é o movimento de um monte de água empilhada, por que aquele bando de planetas todos não mexeria com outros tipos de materiais/energias?
Também não encontrei a resposta para essa pergunta, claro. De qualquer forma, a leitura de sites inteligentes (como este e este) põe algumas pérolas em nosso caminho, ajudando nem que seja a entendermos melhor nossa existência:
Saturn tends to give a feeling of isolation, so if you feel others around you don’t have a clue about how hard it’s been for you – if they dismiss your suffering or fail to even see it – I sympathize, dear Virgo.
This is how Saturn works, but there is method in his madness.
By temporarily taking away your usual sources of support you will learn new ways to develop and grow independently. Although Saturn’s methods are extreme, he does get the results he is after – to make you stronger and more resourceful than you ever were before.
Que assim seja – seja por causa dos astros, seja pelo que for.
E vinte e nove anjos me saudaram,
E tive vinte e nove amigos outra vez…