fevereiro 8, 2010 · Amo Muito, Comentários · (No comments)

Estou retomando algumas atividades nesta babilônia em chamas, e uma exposição que achei legal de visitar é a Ocupação Chico Science no Itaú Cultural. A Ocupação anterior foi sobre o Paulo Leminski, lembram? O Itaú anda acertando em cheio meus arrrtistas preferidos, então sou bem da suspeita pra falar, mas a obra do cara é revolucionária mesmo. Olha essa música – é uma das coisas mais pesadas, psicodélicas, enigmáticas e envolventes que já ouvi.

A exposição tá criativa e gostosa de circular, tem trechos de músicas pelas paredes, um monte de objetos pessoais relevantes e anotações do próprio punho, depoimentos de amigos, essas coisas. E o espaço da exposição é sempre composto de pequenos ambientes cheios de surpresinhas. Desta vez, tem uma cortina de papel laminado em uma das salas que quase dá pra se perder lá dentro!

Foto by Estadão

A próxima exposição que vou visitar, pra seguir no mesmo clima, vai ser a do J. Borges na Caixa Cultural. Na minha viagem ao Maranhão/Piauí/Pernambuco ano passado ficou faltando passar por Bezerros, sinto que ficou essa lacuna. Lá vou eu me redimir! Ando apaixonada pela cultura brasileira, o negócio não tem fim.

Por fim, meu pedacinho preferido do Manifesto Mangue. Qualquer semelhança com uma certa cidade aí pelo Sudeste brasileiro que anda impermeabilizando seu solo e sua alma há algumas décadas não é mera coincidência…

Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife.

Se alguém tiver alguma ideia parecida pra estas bandas de cá, liga nói que eu quero por a mão na massa!

bahia

Estou voltando devagarinho. É pra tentar estender o máximo possível o estado quase zen-budista de serenidade em que eu me encontro, depois de um mês na Bahia. Isso inclui manter distância de certos equipamentos e tipos de mídia, vocês sabem.

Eu acredito que quem está atento e disposto é capaz de aprender até com uma viagenzinha de fim de semana pra Praia Grande. Partindo desse pressuposto, dá pra imaginar como anda minha cabeça agora: um caldeirão borbulhante de novas informações, personalidades, paisagens, cores, sons, sotaques, cheiros, toques, sentimentos. E tudo isso volta durante o dia, em qualquer conversa corriqueira, e à noite também, em sonhos conturbados e difíceis de decifrar.

Mas, mais do que decorar na prática a ordem das praias de todo o litoral baiano, do sul àquele nortinho capcioso que só se alcança a partir de Sergipe, tive profundas lições sobre humanos, relacionamentos,  pessoas. Principalmente sobre mim mesma.

Às vezes dói muito.

Mas às vezes brota amor de onde não se espera, amor que te acalanta, que te ensina, te faz chorar, te faz sorrir e, como qualquer amor, te arrebata. E eu, que estou sempre me questionando se sou meio fria, porque costumo não responder a vários eu te amo que ouço de alguns amigos não tão próximos. Não. Sou apenas sincera e conheço a dimensão real dessa palavra. Não existe “amorzinho” nem “amorzão”, existe amor. Mesmo com toda a minha agressividade, intolerância e presunção, o amor brota. É como um milagre.

Esse foi um dos mil pensamentos importantes que tive: continuarei me passando por fria para uns, e me derramando em palavras doces e abraços apertados para outros. O amor é raro; milagres não acontecem todo dia.

Estou voltando devagarinho. Quando puder, escrevo mais. Prometo!

dezembro 25, 2009 · Textos meus · (No comments)

papainoelEu sei que o senhor deve estar lotado de cartinhas pra ler, mas é que fui tão boazinha e legal este ano que eu me sinto totalmente no direito de pedir uns presentes bem heavy metal. Saí de um trampo que eu odiava pra começar a ser mais útil pro mundo e pra sociedade, passei no mestrado da minha faculdade do coração na base de muito estudo e me joguei na Somaterapia também.

Então, Papai, o que eu te peço são uns frilas legais pra garantir o leitinho das criança (not). Uma casa com árvores e vários quartos pra dividir com meus soulmates. Ah, menos chuvas também – essa é mole, vai?

Também tem os homens, essa coisa toda. Não chega a ser um pedido, mas se não for dar muito mais trabalho, pode mandar um que me faça rir, que tenha coragem de me mandar tomar no cu quando necessário e que saiba da importância do seu papel no mundo. Se for daqueles criativos, melhor ainda. E não precisa ter barriga de tanquinho – aliás, melhor que não tenha mesmo, só precisa de braços longos que gostem de me envolver sempre. :)

A cartinha vai com atraso, mas o senhor tem aí uns diazinhos pra providenciar tudo. Inclusive se o senhor quiser postergar os presentes pro fim de janeiro, depois da minha viagem à Bahia, não tem problema. Mas nada dessa história de que estamos no Brasil e o ano só começa depois do carnaval, hein?

Beijos pra você, pros ajudantes e pras renas (especialmente a do nariz vermelho) e um ótimo 2010 a todos,

Laura

novembro 28, 2009 · Copy-paste, Textos meus · 1 comment

Dear all,

As this is my last day in the bank I wanted to share with you what is going on in my head.

For a Communication’s Bachelorette who arrived here without even knowing what a stock is, I still get stunned as I realize how much I have learned so far. In the beginning, I learned basic concepts, such as what Equity Research, fundamental analysis, technical analysis and quantitative analysis are, and what a report is for. Now, I believe my learning curve here has reached its peak when I correctly guessed that Twitter’s market cap is larger than Rodobens’.

(sorry, Real Estate team! :-)

As the saying goes, it is time for me to face new challenges. The university and the publishing market are waiting for me again. But this time I am more mature, experienced and competent, which I mainly atribute to each one of you that is receiving this e-mail. I am also taking true friendships with me, lots of them, which are one of the most valuable assets that life can give us.

That is why I want to say a HUGE “thank you”!

Um abraço,
Laura

novembro 26, 2009 · Copy-paste · 3 comments

Dear all,

I am sorry to inform the departure of Laura Moreira, who was in charge of production in the Brazil research team. She has decided to pursue new academic and professional experiences in her career.

Laura has been with us since June 2007, being a valuable member of the team, always with favorable commitment and teamwork profile. We thank her for the contribution she gave to the team and wish her a constructive experience in her new activities.

While we proceed with the search for a replacement, Carolina, who works with Ana, will replace Laura in the production role.

Best.

novembro 12, 2009 · Comentários · 5 comments

No que concerne ao caso da moça de vestido rosa na Uniban, acho que todos deveriam ler este texto e pronto, assunto encerrado. É tudo que eu gostaria de dizer! Pontos a serem destacados:

  • “A massa não é confiável”, escreveu Freud em Psicologia de massas e análise do eu (1920). (…) O sujeito dissolvido na massa se precipita em atos extremos que jamais – ou sempre? – sonhara praticar.
  • Usar a palavra puta como insulto revela o ressentimento do homem diante do desejo sexual da mulher, quando esse desejo não é voltado para ele.
  • A expulsão de Geisy me parece pura covardia da direção da Uniban: vamos nos livrar de um problema com o qual não sabemos lidar.
  • Se essas manifestações de massa enlouquecidas não são barradas e punidas, as pessoas entendem que estão autorizadas e a barbárie tende a se repetir.
  • O freguês, para o comerciante, tem sempre razão. Só que a universidade, ao se comportar como um comércio, se desmoraliza como instituição de ensino e educação.
  • Quando Geisy se defende dizendo “eu me visto como quero e como me sinto bem”, ela nem se dá conta de que está tentando corresponder ao padrão de hipersensualidade que vê na publicidade, nas novelas, nos filmes comerciais etc.
  • Se a Geisy tinha uma festa mais tarde poderia ter levado o vestido na bolsa e trocado depois das aulas, mas, pelo depoimento dela, me parece que a moça não tem a menor noção da diferença entre, por exemplo, a faculdade e a balada.
  • Ela me pareceu, em sua posição isolada, tão tonta e tão alienada quanto a turba que não soube dar uma expressão civilizada ao seu descontentamento.
  • A conclusão ficaria por conta de Hannah Arendt: quando o pensamento torna-se supérfluo, abre-se o caminho para a banalidade do mal.

Ou seja, tudo errado: a Geisy (que se erotiza pra se encaixar num padrãozinho escroto), a Uniban (que se posicionou com seguidas atitudes completamente antieducacionais) e, claro, os linchadores (”a moral tradicional” que “explodiu na Uniban com a fúria do retorno do recalcado”).

Geisy, um último recadinho pra você, amyga: pelo amor de Deus, não saia na Playboy!!!

novembro 10, 2009 · Amo Muito · 1 comment

Eu amo muito mesmo, até abri uma nova catIgUria aqui no blog. Eu queria ter conhecido ele. Eu queria ter sido ele! Na sua maneira de ser meio errado, o cara deu totalmente certo. Descendente de polonês com negro, poliglota, virginiano com lua em escorpião (yeah), de companhias ilustres tipo Caetano e Gil, se casou na contramão em pleno ano de 1968, era zen-budista, perdeu um filho e morreu de cirrose.

o pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhadaputa
de fazer chover
em nosso piquenique

Ele manjava de latim e grego, escrevia prosa, poesia, traduções, haikais e biografias, brincava com a metalinguagem, tinha ótimos parceiros que completavam seus poemas com grafismos, e transitava entre o lirismo e a crítica com a maior naturalidade – isso pra mim é TÃO fascinante!

minha cabeça cortada
joguei na tua janela
noite de lua
janela aberta

bate na parede
perdendo dentes
cai na cama
pesada de pensamentos

talvez te assustes
talvez a contemples
contra a lua
buscando a cor de meus olhos

talvez a uses
como despertador
sobre o criado-mudo

não quero assustar-te
peço apenas um tratamento condigno
para essa cabeça súbita
de minha parte

Neste site tem várias coisinhas legais, textos, vídeos, vale a visita. A exposição acabava este fim de semana e eu tive a pachorra de acordar cedinho num domingo nublado pra não perdê-la. [ok, me acordaram, mas valeu a pena de qualquer forma :]

me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu

me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão

Se deixar, fico colando os poemas dele aqui até amanhã de manhã. Então fiquem com este curtinho, e qualquer semelhança com o post de baixo não é mera coincidência. Não mesmo!

isso de querer
ser exatamente aquilo
     que a gente é
ainda vai
     nos levar além

novembro 7, 2009 · Imagens minhas, Textos meus · 2 comments

Visconde de Mauá

Não é que eu esteja, digamos assim, livre, leve e solta. Não é que eu tenha me libertado de todos os meus problemas internos e das intercorrências da vida, ou me conformado com o lado podre do cerumano. Eu continuo idealista demais, de lua, carente, melancólica. Mas é que agora consigo vislumbrar tantos caminhos. Os caminhos são infinitos. Não no sentido de não chegarem a lugar algum, e sim de serem inúmeros mesmo.

Sobre os caminhos que saem debaixo dos meus pés,  acho que eles não são tão simples como os que vemos por aí. Não se trata de comprar um apartamento, um carro e um cachorro e constituir uma família de comercial de margarina. Também não falo de um plano de carreira do tipo gerência < diretoria executiva < superintendência. Chamo de “simples” esses caminhos pelo fato de que já sabemos seu manual de instruções de cor. É ou não é? Já os meus, não os vejo circunscritos a nomes ou classificações. Mas isso também pode ser visto como uma vantagem, porque eles se tornam mais abertos – ainda bem. 

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

Não quero e não vou mais me submeter a ideias falsas e limitantes, como ”não tenho mais idade pra isso” ou “nunca vi ninguém fazendo desse jeito”.  Conceitos desse tipo também constam no manual de instruções e podem ser um referencial confortável, mas não se esqueça: manuais são úteis para produtos em série, que saem da fábrica exatamente iguaizinhos uns aos outros. E eu acredito que as pessoas que se descolam desse referencial são as que acabam criando as obras mais interessantes.  

Em matéria de lirismo, o Ricardo Reis dá um banho em mim.

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

……………
A tomada de consciência, as muitas reflexões, as poucas conclusões e os horizontes abertos, nada disso – nem a foto – seria possível sem a Somaterapia. Se você se busca contato com a totalidade do seu ser, vale a pena ler sobre. O Roberto Freire cita esse poema do Antonio Machado no livro Ame e dê Vexame. Tá aí no link, inteirinho e de graça, e é daqueles que se devora em questão de horas. E a água na boca final eu deixo com a seguinte frase: para ser o que realmente somos, só possuímos um indicador: o prazer de viver.
outubro 30, 2009 · Textos meus · 3 comments

Desde que uma astróloga de mão cheia fez rápidas interpretações do meu mapa astral, tenho lido sobre o assunto. Ela trabalha comigo e tem por princípio não fazer o detalhamento completo do mapa de calégas de trabalho, mas quando a gente pede, ela nos passa pequenos teasers.

Não vou entrar (muito) no mérito de se astrologia é verdade ou mentira. Porque eu teria que primeiro me explicar, pra depois explicar porque tenho dado um certo crédito ao assunto.  Tenho pavor de gente teimosa, que não sabe discutir nem escuta argumentações – esses geralmente são medrosos, têm medo de mudar. Sou sim uma pessoa razoavelmente cética, mas também me deixo flexibilizar quando vejo a quantidade de evidências de uma certa teoria (São Tomé feelings).

Foi assim, aos poucos, que comecei a dar ouvidos ao que os planetinhas podem ter a dizer. Primeiro a minha caléga astróloga, doravante Fulana, quis retificar meu ascendente. Muita gente já deve ter entrado nesses sites onde você bota a data e a hora de nascimento e sai lá seu ascendente, certo? Só que a primeira coisa que a Fulana viu foi que o meu está numa zona bem limítrofe – se eu tivesse nascido dois minutos depois, meu ascendente não seria Libra, e sim Escorpião. Considerando que  o relógio da maternidade do Hospital São Paulo provavelmente não trabalhava com a transição do átomo de césio 133 na ocasião do meu nascimento, ele podia estar um pouco adiantado ou atrasado.

A Fulana fez um recorrido da minha vida, citando a data de todos os fatos mais relevantes – mudanças, grandes decepções, grandes conquistas, viagens importantes - e me pediu pra confirmá-los. Eu devo ter ficado branca com bolinhas coloridas quando li a listinha: ela acertou tudo, tudo mesmo. E confirmou-se, sou virgem com ascendente em libra e lua em escorpião.

A Fulana me explicou também que tá rolando o Retorno de Saturno na minha vida agora. É um período que acomete todo cerumano entre os 28 e os 30 anos, na qual Saturno se posiciona no mesmo local em que ele estava no momento do nosso nascimento, e inicia uma nova volta em torno do zodíaco. [eu copiei essa descrição de um site que esqueci, sorry]

Na mitologia greco-romana, Cronos/Saturno castrou seu pai e tornou-se o rei dos deuses, mas segundo uma profecia, um de seus filhos ia destroná-lo também. Então ele passou a devorar seus próprios filhos. Mas sua mulher conseguiu salvar um deles, Zeus/Júpiter, que de fato o destronou e o expulsou do Olimpo. Cronos é o tempo, o que rege a vida e a morte, o que determina a duração de todas as coisas. O tempo consome tudo que cria.

Astrologicamente falando, Saturno se apresenta a nós de uma forma dura, malévola, sendo associado a depressões, crises e perdas. MÃNNS, se pensarmos sob uma perspectiva de tomada de consciência do que somos e do nosso potencial de realização, temos outra dimensão do planeta: a de um mestre que nos entrega aquilo que precisamos – e nem sempre o que desejamos – para despertar a nossa capacidade de realização. [também perdi a fonte, sorry de novo]

Ainda não sei se acredito em tudo isso. Mas pensa bem: se a Lua mexe com as marés, que é o movimento de um monte de água empilhada, por que aquele bando de planetas todos não mexeria com outros tipos de materiais/energias?

Também não encontrei a resposta para essa pergunta, claro. De qualquer forma, a leitura de sites inteligentes (como este e este) põe algumas pérolas em nosso caminho, ajudando nem que seja a entendermos melhor nossa existência:

Saturn tends to give a feeling of isolation, so if you feel others around you don’t have a clue about how hard it’s been for you – if they dismiss your suffering or fail to even see it – I sympathize, dear Virgo.

This is how Saturn works, but there is method in his madness.

By temporarily taking away your usual sources of support you will learn new ways to develop and grow independently. Although Saturn’s methods are extreme, he does get the results he is after – to make you stronger and more resourceful than you ever were before.

Que assim seja – seja por causa dos astros, seja pelo que for.

E vinte e nove anjos me saudaram,
E tive vinte e nove amigos outra vez…

outubro 27, 2009 · Rest-eau d’Onté · 5 comments

Que alegria é fazer um catadinho geral na geladeira e transformar o improvável em deliciosa refeição.  Já falei aqui do shimeji com queijo cottage, e agora vou compartilhar com vocês mais uma de minhas invencionices bem-sucedidas.

MELECA DE LEGUMES COM HAMBÚRGUER DE SOJA

Ingredientes
- Meia abobrinha italiana
- Ervilha
- Um tomate médio
- Um quarto de uma cebola média
- Tempero do seu gosto (* importante)
- Hambúrguer de soja desta marca aqui
- Azeite

Pegue a meia abobrinha e pique em cubos numa vasilha.

Junte um pouco de ervilha. Eu gosto da congelada, porque a fresca estraga rápido pra quem só cozinha pra si mesmo, e a enlatada é de chorar de ruim.

Corte o tomate em pedaços grandes. Se você for fresco, pode chamuscar o tomate na boca do fogão antes, pra tirar a casca.

Jogue o * tempero da sua preferência. Coloquei o asterisco porque esta parte é importante eu dividir com meus leitores, tendo eu descoberto a oitava maravilha alimentícia do mundo: chimichurri desidratado! Comprei no Mercadão, mas tem em algumas feiras também (e a base dos ingredientes é relativamente simples, você pode fazer uma mistura do seu gosto também).

Numa frigideira grande, frite a cebola no azeite e refogue toda a mistureba acima. Depois, abaixe o fogo, tampe e deixe cozinhar bem pouquinho pra não amolecer muito os legumes – senão eles perdem a graça E os nutrientes. O tomate vai derreter e virar uma melequinha boa, dando a “liga”, e o tempero vai dar um saborzinho todo especial.

Enquanto isso você já tinha colocado o hambúrguer no forno (pode fritar, se você for mais hardcore). Esse que eu sugeri é bem saboroso, além de não ser Sadia, Perdigão, Unilever nem essas marcas do demônio. Mas é melhor jogar um pouco de azeite nele antes de assar, senão fica meio seco.

Se a refeição for acompanhada de um suco bem roots, tipo de caju ou de goiaba, fica melhor ainda!

Espero ter contribuído praqueles momentos de desespero, quando se está em casa de pijama, a fome bate e não se pode sair por algum motivo – preguiça inclusive, haha. Claro que dá pra adaptar a minha versão às suas atuais necessidades, e é justamente essa a ideia, mas acho que o tomate pra fazer a melequinha é essencial, hein?

PS. Os períodos de censura auto-imposta e os posts de receita são coincidência, eu juro!